Um sistema financeiro para advogados precisa ligar cada honorário ao contrato e ao processo de onde ele vem: o valor contratual e as parcelas, o êxito que só entra se o caso terminar bem, a cobrança por boleto ou Pix com baixa automática e a divisão do que entrou entre os sócios. Financeiro de escritório que mora numa planilha separada do controle de processos perde justamente essa ligação. É aí que parcela vence sem ninguém cobrar e êxito recebido fica sem dono.
Os tipos de honorário que o sistema financeiro precisa entender
Escritório raramente trabalha com um tipo só. O sistema precisa tratar cada um do jeito certo, e não como uma "conta a receber" genérica com categoria improvisada:
- Contratual fixo. Valor fechado, com entrada e parcelas, cada uma com vencimento e cobrança própria.
- Mensal. Assessoria contínua pra empresa, com cobrança recorrente todo mês sem ninguém precisar gerar.
- Êxito. Percentual sobre o resultado do caso. Enquanto o processo corre, é previsão, não dinheiro.
- Sucumbência. Valor definido na decisão. Também é previsão até entrar e também precisa estar ligado ao processo.
- Por hora. Pra quem cobra hora técnica, o lançamento de horas vira cobrança no fim do período.
- Custas e despesas. O que o escritório adianta e precisa cobrar de volta do cliente, com comprovante.
Cobrança por boleto e Pix com baixa automática
Cada parcela do contrato vira uma cobrança com vencimento, enviada ao cliente por WhatsApp ou e-mail com boleto e Pix. Quando ele paga, o banco ou o gateway avisa o sistema e a parcela fica marcada como paga, sem ninguém conferir extrato. Como essa integração funciona por dentro está em integração de Pix e pagamento.
Em cima disso entra a régua de cobrança: lembrete antes do vencimento, aviso no dia e mensagem depois do atraso. Em escritório, o tom importa. Cliente que está no meio de um processo não pode receber cobrança com cara de loja. Dá pra escrever cada mensagem do jeito do escritório e parar a régua quando o sócio decide negociar.
Renegociação também precisa caber no sistema: reparcelar o saldo de um cliente sem apagar o histórico do que foi combinado antes.
Êxito, provisão e dinheiro de cliente
O êxito é o honorário mais difícil de controlar, porque leva tempo pra entrar e às vezes não entra. O sistema precisa mostrar quanto o escritório tem previsto em êxito, em quais processos e em que fase cada um está. Quando o caso termina, a cobrança nasce dali, sem depender de alguém lembrar.
Tem também o dinheiro que não é do escritório. Quando um valor do cliente passa pela conta do escritório, o sistema precisa separar o que é do cliente, o que é honorário e o que é reembolso de custas, e registrar o repasse com data e comprovante. Misturar tudo no mesmo saldo é pedir problema.
Repasse entre sócios e correspondentes
A divisão do resultado é a parte mais particular de cada escritório e a que mais gera discussão no fim do mês. Cada sociedade tem a sua regra:
- Percentual pra quem trouxe o cliente.
- Percentual pra quem conduziu o caso.
- Divisão fixa entre os sócios, depois das despesas do escritório.
- Regra diferente por contrato ou por área.
- Pagamento de correspondente por diligência realizada.
O sistema não deve impor um modelo. Ele calcula do jeito que os sócios combinaram e mostra a conta, linha por linha, pra ninguém precisar refazer na calculadora. Dividir um valor recebido entre várias partes, com regra própria, é o mesmo tipo de conta que roda no LogMoney, plataforma que a gente desenvolveu, onde comissões e repasses saem do próprio sistema.
Relatórios que o sócio precisa abrir toda semana
- Recebido no mês contra o previsto.
- Inadimplência por cliente, com o tempo de atraso.
- Êxito previsto, por fase dos processos.
- Custas adiantadas que ainda não voltaram.
- Resultado por cliente e por área, comparando honorário e horas gastas.
- Entradas previstas pros próximos meses.
E nem todo mundo do escritório vê tudo. Estagiário não precisa ver o financeiro. Dados de cliente pedem acesso por perfil e registro de quem consultou, o que também ajuda a cumprir a LGPD.
Planilha, sistema pronto ou sob medida
Advogado que atua sozinho, com poucos contratos e honorário fixo, se organiza bem com uma planilha caprichada ou com o módulo financeiro de um sistema jurídico pronto. Não precisa de mais que isso no começo.
O sob medida começa a compensar quando a regra de divisão entre sócios é própria, quando há muitos contratos de êxito pra acompanhar, quando a cobrança mensal de clientes empresa toma o tempo de alguém ou quando o financeiro precisa conversar com o controle de processos que o escritório já usa. Os sinais gerais de que a empresa passou do pronto estão em sistema sob medida ou sistema pronto.
O financeiro também pode ser só uma parte do projeto: veja como a gente junta prazo, documento e honorário em sistema para advogados. Pra começar, conta no WhatsApp como os honorários do escritório são cobrados hoje e quantos sócios dividem o resultado. Em até 24h você recebe escopo e valor fechados.